
신호석, 𝚙𝚑𝚊𝚗𝚝𝚘𝚖.
most hatred is based on 𝐅𝐄𝐀𝐑, one way or another― 𝙞 𝙬𝙧𝙖𝙥𝙥𝙚𝙙 𝙢𝙮𝙨𝙚𝙡𝙛 𝙞𝙣 𝙖𝙣𝙜𝙚𝙧 with a dash of hate and at the bottom of it all was an icy center of 𝐩𝐮𝐫𝐞 𝐭 𝐞 𝐫 𝐫 𝐨 𝐫. 𖨂১ derrière's CEO and leader of the 𝕗𝕣𝕖𝕟𝕔𝕙 𝕞𝕒𝕗𝕚𝕒 in spare time, 𝕏𝕀𝕀.

あなたの悪魔
Alguns dizem que toda sua vida já está decidida desde o momento em que nasce e a isso chamam de destino, outros dizem que conforme for fazendo suas escolhas irá moldando seu destino, mas e quando você não tem a opção de descobrir qual é a verdade? Quando outra pessoa o decide por você? Sua opção se torna ficar e viver, ou correr e morrer, de repente ficar parece a melhor escolha a ser feita, não?! Phantom, você certamente já ouviu sobre, mas não faz ideia do peso e do que esse nome significa, não de fato. Estar na mais perigosa máfia francesa te trará consequências pro resto da vida, uma vez que você entra na Phantom, a única forma de sair dela é dentro de um caixão. Não tem uma segunda chance, não existe volta, e para o líder dessa máfia as consequências são ainda piores.
Shin Hoseok é o homem que existe fora da Phantom, quem o conhece assim afirma até o quão bondoso e atencioso é. Dificilmente sendo visto sozinho, Hoseok é também o dono da Derrière, uma galeria de artes, muito bem movimentada que gera lucros suficiente para manter todas as suas mordomias, tais como festas regadas a muita bebida em sua mansão, assim como os carros aos quais faz questão de exibir toda vez que sai por aí. Apesar de modéstia não ser o seu forte, ainda têm aqueles que afirmam sobre o quanto Hoseok era um exemplo na dedicação ao seu trabalho. O que quase ninguém sabe é que o tão admirável Hoseok também é Wonho, o chefe da Phantom. Derrière não é apenas uma renomada galeria, uma das enormes portas dava acesso ao exclusivo salão Phantom, onde apenas quem fazia parte da máfia era autorizado a entrar.
O controle do tráfico de armas e drogas era sem dúvida alguma seu meio mais lucrativo, contudo não era apenas sobre eles que tinha controle. O salão era usado para reuniões formais, novos acordos e averiguações de estratégias, mas também para festas, comemorações por novos domínios territoriais, assim como punições aos possíveis traidores e leilões humanos serviam tanto como distrações e lembretes sobre o quão perigoso poderia ser dar um passo em falso ali. No final, a fama de bom moço e exemplo de cidadão apenas o ajudava a se manter longe da imagem de Wonho, tornando-o quase irreconhecível quando as duas personalidades eram postas em questão em conversas cotidianas.
あなたの人生
Shin Hoseok, foi o nome escolhido por sua mãe e era a única lembrança dela, uma vez que nunca chegou a conhecê-la. Sua infância foi isolada da convivência com outras crianças, crescendo apenas entre babás que por muito tempo foi o que conhecera como família, descobrindo apenas aos 13 anos quem era seu verdadeiro pai e passando assim a conviver com este. A convivência entre ambos nunca fora de toda pacífica, discussões eram frequentes principalmente quando o assunto em questão era o paradeiro de sua mãe. Hoseok só parou de ter aulas particulares e começar a frequentar escolas dois anos depois.
Durante o período em que passou a morar com o pai, Shin conheceu não apenas o benefício da liberdade e convivência com outras pessoas da sua idade, mas também passou a ser treinado ainda que indiretamente para algo que ele sequer tinha conhecimento, ao menos não naquele período. Seu único alívio era quando estava na presença de sua amiga Inah, a qual conhecera em suas aulas. Todo seu tempo era preenchido com a escola, aulas de luta e de tiro, já em casa era convidado a assistir vídeos de tortura enquanto ouvia o patriarca falar sobre os melhores métodos e lugares para tal coisa, e embora tivesse certa curiosidade sobre aquilo se recusava a fazer parte e ficar até o final. Hoseok teve conhecimento do real motivo de tudo apenas algum tempo depois quando descobriu sobre o “trabalho” do pai, mais tarde sendo chantageado pelo mesmo para assumir seu lugar, diante da constante recusa Inah foi usada para convencê-lo a assumir tal posição.
Hoseok de certo lembraria pro resto de seus dias sobre o momento em que tirou a vida de outra pessoa pela primeira vez. Foi algo que lhe pareceu terrivelmente errado e certo ao mesmo tempo. Tinha aquele receio em tocar um objeto tão letal, mas ao tocá-lo tudo que sentiu foi a adrenalina correndo em suas veias e uma ansiedade incomum em puxar o gatilho, e ao fazê-lo… Céus, talvez “alcançar o paraíso” fosse a expressão correta para descrever o que havia sentido naquele momento. Tinha o cheiro do sangue se fazendo mais forte em meio a chuva que caia naquele dia, o poder que tinha ao decidir sobre o destino de alguém, o sangue que manchava a pele e roupas daquele indivíduo conforme a poça vermelha ia se formando em torno de seu corpo, e a cena que era cruel se transformava na mais bela obra de arte que seus olhos já haviam visto. A essa altura nada mais lhe parecia errado, pelo contrário, fora a primeira vez que o rapaz percebeu que seu pai havia finalmente acertado em algo, de fato nascera para aquilo, toda aquela violência e sangue que passaram a fazer parte e preencher cada um de seus dias agora parecia a coisa mais certa do mundo.
Sua personalidade mudava bruscamente quando assumia a identidade de Wonho, nome que recebera ao entrar na Phantom. Estava longe de ser um psicopata como muitos afirmavam devido suas atitudes, mas era notável que o rapaz possuía uma espécie de dupla personalidade, se é que podia ser chamado assim. Descobriu sua paixão por armas e passou a amar também o poder. Se tornou alguém que não se importava com os outros a menos que a pessoa tivesse algum vínculo com ele. Wonho gostava de brincar com a emoções alheias, testando-as até seu limite, era um sádico que adorava brincar com suas vítimas e que quanto mais perto estava de ter o poder total da máfia em suas mãos, pior se tornava ficando ainda mais cruel, rancoroso e vingativo.
Já como Hoseok, bem... Era o total oposto de Wonho, como Hoseok era totalmente amável, alguém que se importava e era super protetor, no entanto Hoseok era alguém de convivência com poucos e podia contar nos dedos as poucas pessoas de tinham o privilégio de conhecer esse seu outro lado.
Hoje em dia a Phantom já havia ganhado um novo líder, o poder total dela agora se encontrava nas mãos de Wonho. Já estava preparado para comandá-la tão bem e impecavelmente quanto o mais velho e naquele novo estilo de vida que levava, não tinha mais espaço para erros. Erros ali custariam vidas. Sabia como comandar e se impor perante a todos, e por mais que anos atrás tivesse tentado negar seu destino, hoje em dia ele não podia negar que amava a sensação de ter o poder em suas mãos. De decidir a vida de quem julgasse necessário. De ter suas ordens acatadas e, na maioria das vezes, se deparar e se deliciar com o medo no olhar de qualquer pessoa que colocasse os olhos em si; mas também sabia que todo esse poder poderia, alguma dia, lhe custar mais do que apenas caro.


痛みから学ぶ
⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀𝟷𝟷 𝚈𝙴𝙰𝚁𝚂 𝙰𝙶𝙾.
"Oh... É realmente cômico como você acha que estou te dando alguma escolha."
A risada rouca que tanto aprendera a odiar agora se fazia presente por mais tempo que o necessário. Seus pés se moveram para trás em passos lentos e receosos a medida em que o homem a sua frete aproximava-se cada vez mais, até suas costas se chocarem contra a parede, obrigando-o a parar e deixar que o outro chegasse cada vez mais perto, "eu não tenho paciência, Hoseok," seu timbre de voz saindo perigosamente baixo enquanto a arma que o mais velho tinha na mão, agora era esfregada sem cuidado algum em seu rosto. "Mas se eu tiver que matar todos a sua volta para que entenda o que deve fazer, eu vou adorar."
A brutalidade aumentou quando sem aviso algum sentiu o cano gelado daquele objeto atingir com força a lateral de seu rosto. Cambaleou para o lado com ambas as mãos no lado esquerdo de seu rosto, apertando-o como se isso fosse diminuir o latejar da dor ou acabar com o gosto de ferro que começava a se espalhar em sua boca, e ao passar as costas da mão por seus lábios apenas confirmou o que já imaginava, sua mão manchada de sangue era a afirmação que aquele gosto era resultado de um corte, e nem ao menos tinha tempo para analisar ao se ver tomado por raiva quando aquela voz se fez presente novamente, "eu não te criei para ser esse moleque mimado!"
"E você chama isso de criar?" A voz carregada de desdém era acompanhada de um olhar cheio de ódio que fora erguido na direção alheia e só então notando o quão próximo o outro já estava novamente.
Voltou a se afastar, seus passos sendo guiados até uma poltrona que tinha naquele escritório, deixando seu corpo cair ali sentindo o quão confortável ela era. Contudo não teve tempo para aproveitar de sua maciez já que o punho fechado de seu pai acertou novamente seu rosto, dessa vez o fazendo inclinar-se para frente, seus olhos se fechando com força enquanto cuspia parte do sangue ao tossir. A raiva o consumia deixando-o trêmulo pelo simples fato de não conseguir reagir aquelas agressões, e deveria já que aquele homem nunca fora de fato um pai para si, mas ele era a única pessoa que tinha como sua família e isso tinha um peso enorme em sua vida, uma parte sua ainda idealizava o dia em que ele se tornaria de fato um pai e era por isso que não conseguia revidar tudo aquilo da forma que realmente deveria ser feita. Novamente usou as costas da mão para limpar o sangue em sua boca, mas antes que pudesse falar qualquer coisa teve seus fios agarrados e puxados com brutalidade, fazendo-o bater de encontro ao encosto da poltrona e obrigando-o a olhar para cima ao encarar o pai, sua mão se fechando no pulso alheio em um aperto numa tentativa falha de que fosse solto.
"Você acha que eu investi tanto em você pra chegar agora e me dizer que não quer?" A mão oposta que ainda segurava a arma agora era erguida, usando o cano da mesma para dar pequenos tapas em seu rosto, lembrando-o do ferimento recente que sequer tivera tido tempo de esquecer. "Você vai assumir a Phantom, Hoseok. Foi pra isso que te criei, sua vida não teria utilidade sem ela." A risada macabra que preenchia os ouvidos do filho, também o fizera rir ainda que cuspido ao proferir um xingamento, xingamento este que fora responsável pela sequência de socos que o atingiram em seguida. Lágrimas se acumulavam nos olhos do mais novo, mas se recusava a deixá-las caírem, a essa altura nem se importava mais em tentar limpar o sangue, este era o único gosto que sentia em sua boca agora. Seu rosto tão dolorido que até o mínimo movimento o fazia latejar muito mais, não conseguindo conter o grunhido de dor.
Ainda podia ouvir a risada do mais velho diante de seu estado, e isso só o fazia sentir-se ainda mais vazio ali. Seu cenho se franziu ao ter um celular jogado em suas pernas, pegando o aparelho sem se importar se o mancharia, mas assim que o brilho da tela se fez presente tornando possível a visualização da imagem, os olhos se arregalaram e as lágrimas que até então eram contidas agora rolavam livremente por sua face. Se ergueu abruptamente da poltrona, mas antes que pudesse o socar como de fato queria naquele momento a arma fora apontada para si, fazendo-o recuar alguns passos para o lado, mas continuou sendo a mira daquele objeto brilhante, um pequeno e quase suave barulho ecoando da mesma ao que acabara de ser destravada.
"O que? Quer dizer que o fracote some quando vê a amiguinha prestes a morrer? Você deveria ao menos disfarçar, Hoseok." O desdém agora vinha do pai ao ver o mais novo apertando o aparelho entre os dedos enquanto o cano da arma passava a ser pressionado contra seu peito.
"Que tipo de monstro você é pra fazer isso? Solte ela!" A agonia e o desespero nítidos em sua voz apenas servia para divertir ainda mais o mais velho que pressionava mais a arma.
Hoseok respirou fundo na tentativa de manter o controle já que sabia que aquela arma poderia ser disparada a qualquer momento sem o menor ressentimento. A mão livre do mais velho fora usada para arrancar o celular da mão alheia, o sorriso perverso surgindo enquanto fazia uma ligação. Assim que a chamada em vídeo fora atendida seu sorriso ficou ainda mais largo, virando então o aparelho para o filho que visivelmente havia ficado mais nervoso ao ver dois homens perto de sua amiga, cada um deles com uma faca na mão.
"Pode colocar no pescoço dela." A ordem fez Hoseok se desesperar ainda mais, e não pensar ao se impulsionar para frente, mas sendo novamente impedido pelo cano da arma que fora forçado novamente contra si, "eu disse que não teria problema em matar todos que te cercam, Hoseok, podem ma—"
"NÃO!" Gritou desesperado em meio a mais lágrimas, "eu aceito, faço o que quiser, mas solte ela!"
Não era justo a única amiga que tivera em todo esses anos pagar por algo que não tinha culpa, não é? Assim como também não era justo Hoseok ser tão impotente com o destino de sua própria vida. "Não façam nada", foi tudo que Hoseok ouviu antes da ligação ser encerrada, um suspiro aliviado escapando de sua boca ao abaixar a cabeça, envergonhado de si mesmo ao ser derrotado tão fácil, porque sim, aquela era uma batalha em que seu pai não havia nem precisado se esforçar tanto para ganhar. O cano fora forçado contra seu queixo, obrigando-o a olhar para seu pai que continuava a sustentar o mesmo sorriso insuportável nos lábios.
"Não se esqueça de suas palavras, Hoseok. E nem ache que pode se voltar contra mim, sempre vou ver seus passos, e qualquer coisa que eu não goste... Bem." Gargalhou ao jogar o aparelho no filho finalmente afastando a arma de si. "Eu acho que você já sabe muito bem quem vai sofrer se eu não gostar de algo, eu posso mantê-la assim pro resto da vida."
⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀𝙲𝚄𝚁𝚁𝙴𝙽𝚃 𝙳𝙰𝚈𝚂.
Seus olhos se fecharam com toda força e seu semblante numa mistura amarga de dor e raiva. O copo que antes carregava o líquido que descia queimando sua garganta e o livrando de seus pensamentos toda vez que bebia um gole, não havia sido o suficiente para afastar de si todos os pensamentos. Toda sua raiva fora usada para arremessar o copo contra a parede, o líquido manchando a mesma enquanto os cacos de vidro se espalhavam pelo chão, seu peito subindo e descendo de forma irregular, sua respiração descompassada ao lembrar de cada detalhe daquela noite, suas lembranças sendo impedidas de continuarem a voltar quando uma voz conhecida se fez presente em sua sala.
"Wonho, a reunia—" Sua fala fora interrompida ao ver o estado de seu amigo e o copo quebrado no chão. A preocupação fazendo-o se aproximar cuidadosamente enquanto tentava inutilmente decifrar o olhar alheio ao ser encarado por este, "o que aconteceu aqui?"
"Suma daqui!" Ordenou rapidamente, sua voz mais grave que o normal sendo provavelmente consequência de tudo que estava preso em si naquele momento, "eu já vou, sai daqui e prepare tudo!"
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